Sons para quem não tem medo de ser feliz Timbre chega à 5ª edição mantendo a consistência no line up que reúne novidades e artistas consagrados

A banda Porcas Borboletas é uma das atrações do Festival Timbre de sábado (15) | Foto: Divulgação“Passo mal de saudade dessa terra”. Assim reage Danislau à pergunta da repórter ao músico, cantor, compositor, poeta e professor que há alguns anos trocou Uberlândia pela capital paulista. Danislau agora já está contando as horas para voltar à terrinha. Neste final de semana, com sua banda Porcas Borboletas, ele volta aos palcos na 5ª edição do Festival Timbre, que começa amanhã e segue até domingo.

O Porcas é atração do sábado e vem de uma sequência de shows do disco “Momento Íntimo” (Sobe o Som), lançado em julho. Na mesma noite sobe ao palco Elza Soares. “Nunca estive com ela ou vi o show, estou ansioso para vê-la também”, disse Danislau que afirma que toda vez que volta a Uberlândia “lava a égua”. “Quando estamos em Uberlândia o show sai da categoria de espetáculo e vai para o campo do ritual. Estamos vindo de uma sequência muito boa de shows da turnê do ‘Momento íntimo’. Com nosso quarto álbum temos condição de fazer um repertório mais forte, que estou amando e tocar no Timbre é a glória, não tem nem pro Lollapalooza aqui”, brinca.

Danislau Moita Mattos (guitarra), Pedro Gongom (bateria), Chelo Lion (baixo), Ricardo Ramos (percussão) e Enzo Banzo (voz e violão) para uma grande festa. “Já são quase 20 anos de carreira e quem é de Uberlândia fala que tem essa ligação pessoal, emocional com a banda. A cada música uma lembrança, uma experiência”, disse o músico.

Apesar dessas quase duas décadas de serviços prestados à produção autoral, o Porcas, assim como inúmeras bandas do cenário nacional, continua na labuta da independência. Sem reclamar. “Para nós o proveito econômico da coisa nunca foi real. Sabemos que é diferente você ter 20 anos de carreira fazendo sucesso e vivendo só disso do que 20 anos de um trabalho penoso que nem sempre tem esse reconhecimento econômico. Mas já estamos acostumados. Mesmo com os cabelos brancos estamos aí para mostrar ao mercado que a música vai além do negócio. Somos a resistência”, afirmou.

Para ele o Timbre mantém a essência dos bons festivais, que reúnem nomes consagrados com novidades e não uma mera repetição e “dos hype difíceis de entender”. Danislau diz que é função do festival provocar. “É bom para quem toca e para quem assiste. Eu não quero sair de casa e deixar dois filhos para ver mais do mesmo. Quero ser surpreendido e é isso que tem faltado em muito festival não só underground como no mainstream. A impressão que tenho é que está tudo muito repetitivo em qualquer uma das cenas”, comentou.

Marcelo D2, outra atração do sábado, já esteve em Uberlândia em início de carreira com o Planet Hemp, num show memorável no estádio Airton Borges e é outro artista que Danislau reverencia. “Veja no que o Marcelo se transformou hoje e como nossa cidade sempre teve vocação para provocar. O sertão das Minas Gerais, a cultura afro, a sertaneja, a universitária fazem de Uberlândia um centro cultural riquíssimo que pode promover festas lindas”, finalizou o músico que logo vai matar a saudade de casa.

No quadro abaixo você confere todas as atrações do Timbre, que também valoriza os artistas locais distribuídos em todo o line up. Os shows de quinta-feira e domingo têm entrada franca e sábado e domingo todos têm direito a meia-entrada mediante doação de um brinquedo ou 1kg de alimento não perecível.

Sons para quem não tem medo de ser feliz Timbre chega à 5ª edição mantendo a consistência no line up que reúne novidades e artistas consagrados
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